Objeto direto | O que é, exemplos e exercícios
O objeto direto é o complemento do verbo que não é regido por preposição.
Elas plantaram as sementes.
Antônio me viu na praia.
Eu escrevi isso ontem.
Ela disse não aceitar um não como resposta.
Se você não souber quando o objeto deve vir acompanhado de uma preposição, use o corretor de texto gratuito do QuillBot.
O que é objeto direto?
O objeto direto é o termo sobre o qual recai a ação descrita no verbo transitivo direto.
Ou seja, o objeto direto é o complemento que, normalmente, se liga ao verbo de forma direta, sem preposição.
Na sentença, o objeto tende a aparecer após o verbo.
- Vitor fez café.
O verbo “fazer” é transitivo direto, pois seleciona um complemento sem preposição.
A palavra “café” é o objeto direto desse verbo, pois é o termo sobre o qual recai a ação descrita no verbo. Ou seja, “café” é o que foi feito.
Diferentes categorias gramaticais podem ocupar a posição de objeto direto:
Substantivos ou expressões substantivadas
Uma das categorias que pode exercer a função de objeto direto são os substantivos ou expressões substantivadas.
- Maria encontrou o bilhete no chão.
- Ana leu o livro em duas semanas.
Ou uma palavra substantivada, como em:
- Francisco preparou o jantar.
- É preciso acolher o diferente.
Nesses exemplos, “jantar” e “diferente” são palavras substantivadas de um verbo e de um adjetivo, respectivamente.
Por exemplo:
- Cláudia escreve livros.
- Cláudia escreveu um ótimo livro sobre a história recente do Brasil.
Na primeira sentença, o objeto direto corresponde a uma única palavra, “livros”.
Já no segundo exemplo, o objeto direto é composto pela sequência de palavras “um ótimo livro sobre a história recente do Brasil”, que tem o substantivo “livro” como núcleo.
Essa sequência de palavras é chamada de sintagma.
O sintagma é uma unidade sintática que pode ter como núcleo diferentes categorias gramaticais, como nome, adjetivo, verbo, preposição, etc.
Como o sintagma “um ótimo livro sobre a história recente do Brasil” tem como núcleo um nome (“livro”), ele é chamado de sintagma nominal.
Pronomes
Podem exercer função sintática de objeto direto os pronomes oblíquos átonos “o”, “a”, “os”, “as”, “me”, “te”, “se”, “nos”, “vos” e os pronomes substantivos.
- O garçom os acompanhou até a mesa.
- Ele me abraçou antes de sair.
Nas sentenças anteriores, os pronomes oblíquos “os” e “me” exercem função de objeto direto.
- Preciso comprar algo para o almoço.
- Quem você convidou para a festa?
Nesses exemplos, o pronome indefinido “algo” e o pronome relativo “quem” estão sendo usados como substantivos; por isso, são também chamados de pronomes substantivos. Ambos ocupam, nessas sentenças, a função de objeto direto.
Exemplo:
- Joana disse que o viu ontem.
- Joana disse que viu ele ontem.
A primeira sentença mostra o uso canônico do pronome oblíquo átono “o” na função de objeto direto.
Na segunda sentença, é o pronome oblíquo tônico “ele” que ocupa a posição de objeto direto.
As duas formas são amplamente usadas no português brasileiro contemporâneo, ainda que a norma padrão do português reconheça apenas a primeira.
Orações substantivas
Uma sentença inteira também pode cumprir o papel de objeto direto, como é o caso das orações substantivas.
- Ela entendeu que o silêncio era a melhor resposta.
- Ele perguntou se eu gostei do filme.
Nos exemplos acima, as duas orações destacadas exercem função de objeto direto, ou seja, funcionam como o complemento do verbo e são introduzidas sem preposição.
Por isso, são chamadas de orações substantivas objetivas diretas.
Tipos especiais de objeto direto
Há alguns casos menos frequentes em que o objeto direto apresenta outras características.
Objeto direto preposicionado
Quando o objeto direto vem acompanhado da preposição “a”, ele é chamado de objeto direto preposicionado.
Essa forma não é muito comum e seu uso é associado a:
- Maior formalidade
- Estilo
- Ênfase
- Com pronomes oblíquos tônicos
- Tuas palavras prejudicaram a ti mesmo.
- Lucas esqueceu a si e ao amigo.
- Com verbos de sentimento
- Amar a Deus sobre todas as coisas.
- Ele ama a Pedro.
- Com pronomes indefinidos
- Gostaria de cumprimentar a todos os presentes.
- Eles não ofenderam a ninguém.
- Com o pronome relativo “quem”
- João encontrou seu tio, a quem idolatrava.
- O homem insultou a quem lhe dirigiu a palavra.
- Para evitar ambiguidade
- Convenceu ao pai o filho. (= O filho convenceu o pai)
- Venceu ao time visitante o time da casa. (= O time da casa venceu o time visitante)
Objeto direto pleonástico
O objeto direto é pleonástico quando ele é repetido por meio de um pronome oblíquo.
Essa forma é usada para dar ênfase ao objeto.
- Essa oportunidade, eu não posso perdê-la de jeito nenhum.
- As suas palavras, nunca as esquecerei.
Nessas sentenças, os pronomes “la” e “as” são os objetos diretos pleonásticos que estão retomando os objetos diretos “essa oportunidade” e “as suas palavras”, respectivamente.
Exemplo:
- Tive uma surpresa inesperada durante a festa.
- Vamos adiar a reunião para depois?
Objeto direto e indireto: qual é a diferença?
Objeto direto e objeto indireto são ambos complementos do verbo.
O objeto direto é o complemento do verbo transitivo direto, ou seja, liga-se ao verbo sem preposição.
O objeto indireto é o complemento do verbo transitivo indireto, ou seja, liga-se ao verbo por intermédio de uma preposição.
Um verbo transitivo pode selecionar apenas objeto direto, apenas objeto indireto ou um objeto direto e um indireto ao mesmo tempo.
- A planta absorveu a água.
- A planta precisa de água.
- Eu coloquei água na planta.
A primeira sentença é uma construção com o verbo transitivo direto “absorver”, que seleciona o objeto direto (sem preposição) “a água”.
Na segunda sentença, o verbo transitivo indireto “precisar” ocorre com o objeto indireto (com preposição) “de água”.
A terceira sentença é um exemplo de construção com verbo transitivo direto e indireto, que seleciona um objeto direto (sem preposição), “água”, e um objeto indireto (com preposição), “na planta”.
O objeto direto pode ser substituído pelos pronomes oblíquos átonos “o”, “a”, “os”, “as”, “me”, “te”, “se”, “nos” e “vos”.
O objeto indireto pode ser substituído pelos pronomes oblíquos átonos “me”, “te”, “se”, “lhe”, “nos”, “vos”, “lhes” e pelos pronomes oblíquos tônicos “mim”, “ti”, “ele”, “ela”, “si”, “nós”, “vós”, “eles” e “elas” precedidos de preposição.
- Eu vi Maria. (substantivo)
- Eu a vi. (pronome oblíquo átono)
Estes são exemplos de sentenças com objeto indireto:
- A casa pertence a Maria. (preposição + substantivo)
- A casa lhe pertence. (pronome oblíquo átono)
- A casa pertence a ela. (preposição + pronome oblíquo tônico)
O objeto direto se converte em sujeito da sentença em uma construção de voz passiva.
O objeto indireto, em geral, não se converte em sujeito em uma construção de voz passiva.
- Eu amo Maria. (objeto direto)
- Maria é amada por mim. (sujeito)
Os exemplos seguintes são sentenças com objeto indireto. A segunda sentença não é possível. Ou seja, o objeto indireto não pode se converter em sujeito em uma construção na voz passiva.
- Eu gosto de Maria. (objeto indireto)
Maria é gostada por mim.(sujeito)
Portanto, a diferenciação entre eles pode ser feita por meio da conversão da sentença em uma pergunta, substituindo o objeto pelo pronome relativo “que” ou “quem”.
Se o pronome estiver com preposição (“de quem?”, “de que?”, “para quem?”, “a quem?”), o objeto é indireto. Se estiver sem preposição, é direto.
Exemplo:
- Carla entregou os livros ao colega.
Essa sentença possui dois objetos: “os livros” e “ao colega”. Podemos, portanto, transformá-la em duas perguntas:
- Carla entregou o quê ao colega?
- Carla entregou os livros a quem?
A primeira pergunta recai sobre o primeiro objeto, “os livros”. Como ele é substituído por um pronome relativo sem estar acompanhado de preposição (“o que”), é um objeto direto.
A segunda pergunta se refere ao segundo objeto, “ao colega”. Como ele é substituído por um pronome relativo acompanhado de preposição (“a quem”), é um objeto indireto.
| Objeto direto | Objeto indireto | |
|---|---|---|
| Substantivo + preposição | É um substantivo que se liga ao verbo sem preposição | É um substantivo que se liga ao verbo com preposição |
| Pronome |
|
|
| Voz passiva | Se converte em sujeito na construção de voz passiva. | Em geral, a construção em que ocorre não se converte em voz passiva. |
| Pergunta-teste | É substituído por “o que?” ou “quem?”. | É substituído por “de que?”, “de quem?”, “para quem?”, etc. |
Objeto direto e indireto | Exercícios
Uma boa maneira de estudar é resolver exercícios sobre objeto direto e indireto.
Perguntas frequentes sobre objeto direto
- Como diferenciar o objeto direto do objeto indireto?
-
Para diferenciar o objeto direto do objeto indireto, observe se o complemento ocorre ou não com preposição e por quais pronomes ele pode ser substituído.
- Eu entreguei os livros ao menino.
Essa sentença possui dois objetos: “os livros” e “ao menino”.
“Os livros” não é precedido de preposição e pode ser substituído pelo pronome “os”. Portanto, é o objeto direto.
“Ao menino” contém uma preposição (“ao”) e pode ser substituído pelo pronome “lhe”. Portanto, é o objeto indireto.
- Eu os entreguei ao menino.
- Eu lhe entreguei os livros.
Em uma pergunta, a distinção também fica evidente, pois a preposição precede o pronome relativo no objeto indireto.
- Eu entreguei o quê ao menino?
- Eu entreguei os livros a quem?
Ou seja:
Se o item questionado contiver uma preposição (“a quem?”, “de quem?”, “de que?”, etc.), é um objeto indireto.
Se não tiver preposição (“quem?”, “o que?”), é um objeto direto.
Está na dúvida se o objeto pede ou não preposição? Use o corretor de texto gratuito do QuillBot.
- Qual é a diferença entre sujeito e objeto?
-
Sujeito e objeto são elementos ligados ao verbo. A diferença entre eles pode ser:
Estrutural:
- O sujeito concorda com o verbo em número e pessoa; o objeto não precisa concordar com o verbo.
- Normalmente, o sujeito aparece antes do verbo e o objeto, depois.
Ou de significado:
- Em termos gerais, o sujeito é aquele que executa ou experiencia a ação descrita pelo verbo e o objeto é o elemento sobre o qual recai essa ação, complementando o sentido do verbo.
- A mulher abraçou a criança.
Nessa sentença, o verbo “abraçou” está flexionado na terceira pessoa do singular. O termo “a mulher” também está na terceira pessoa do singular, em relação de concordância com o verbo.
“A mulher” está antes do verbo e “a criança”, depois.
“A mulher” é quem abraça e “a criança” é quem é abraçada.
Portanto, “a mulher” é o sujeito e “a criança” é o objeto.
Se quiser aprender mais sobre conceitos gramaticais como sujeito, objeto direto e objeto indireto, pergunte ao Chat IA do QuillBot.
Fontes deste artigo
Recomendamos fortemente o uso de fontes confiáveis para todos os tipos de trabalhos escritos. Você pode citar nosso artigo ou explorar os artigos listados a seguir para obter mais informações.
Este artigo do QuillBotMiliorini, R. (27 de janeiro de 2026). Objeto direto | O que é, exemplos e exercícios. Quillbot. Acessado e 18 de fevereiro de 2026, em https://quillbot.thesisseotools.com/pt/blog/sintaxe/objeto-direto/
AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3 ed. São Paulo: Publifolha, 2010.
CASTILHO, A. T. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.
CEGALLA, D. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 7 ed. Rio de Janeiro: Lexicon, 2017.