Sujeito indeterminado | O que é e exemplos
É chamado de sujeito indeterminado aquele que não está expresso na sentença e nem pode ser identificado.
- Disseram que você canta bem.
- Precisa-se de funcionários.
- Comer vegetais é saudável.
Nas sentenças anteriores, os sujeitos de “dizer”, “precisar” e “comer” são indeterminados.
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O que é sujeito indeterminado?
O sujeito é chamado de indeterminado quando não aparece expresso na sentença e não pode ser identificado.
O sujeito indeterminado é usado quando não se sabe a identidade de quem se fala ou quando não se quer revelar essa identidade, por exemplo.
Esse tipo de sujeito pode ocorrer em três construções:
- Com o verbo na 3a pessoa do plural
- Com o verbo no infinitivo impessoal
- Com o verbo na 3a pessoa do singular acompanhado do pronome “se”
Verbo na 3a pessoa do plural
Quando o verbo está na terceira pessoa do plural e o sujeito não é expresso, nem pode ser recuperado no contexto, considera-se que o sujeito é indeterminado.
- Quebraram a janela.
- Roubaram minha carteira.
Nesses exemplos, o sujeito de “quebrar” e “roubar” é indeterminado.
O sujeito existe, pois há alguém que executa as ações de quebrar a janela e roubar a carteira, mas não está expresso e não pode ser recuperado pelo contexto.
Exemplo:
- Alguém quebrou a janela.
Nesse caso, o sujeito do verbo é o pronome “alguém”.
O sujeito não é indeterminado.
Verbo no infinitivo impessoal
Quando o verbo está no infinitivo impessoal e o seu sujeito não está expresso e não pode ser recuperado pelo contexto, esse sujeito é indeterminado.
- Nadar contra a correnteza é cansativo.
- É proibido fumar aqui.
Nessas sentenças, são indeterminados os sujeitos dos verbos que estão no infinitivo impessoal (“nadar” e “fumar”), não do verbo flexionado (“é”).
Nem sempre uma sentença com verbo no infinitivo impessoal tem sujeito indeterminado.
Por exemplo:
- Maria quer sair mais cedo.
O exemplo anterior é um período composto por dois verbos: “querer” e “sair”. O primeiro verbo, “querer”, está flexionado na terceira pessoa do singular, concordando com o sujeito “Maria”.
O segundo verbo, “sair”, está no infinitivo impessoal. Entretanto, nesse caso, o seu sujeito é obrigatoriamente o mesmo do verbo anterior, ou seja, “Maria”. Portanto, ainda que este verbo esteja no infinitivo impessoal, seu sujeito não é indeterminado.
Verbo na 3a pessoa do singular acompanhado do pronome “se”
O sujeito é indeterminado quando o verbo está flexionado na terceira pessoa do singular e vem acompanhado do pronome “se” como índice de indeterminação do sujeito.
- Trata-se de uma questão importante.
- Erra-se muito antes de acertar.
Os sujeitos dos verbos destacados são indeterminados, pois não estão expressos e não podem ser depreendidos do contexto.
Esse uso é menos frequente, especialmente na modalidade falada do português brasileiro.
Verbo intransitivo
- Trabalha-se muito nesta escola.
- Precisa-se de vendedor.
Verbo de ligação (uso pouco frequente)
- É-se muito feliz nesta cidade.
Quando o pronome “se” é índice de indeterminação do sujeito, o verbo não concorda com o sujeito, pois está sempre na terceira pessoa do singular.
Exemplo:
- Precisa-se de vendedores.
Precisam-se de vendedores.
Quando o pronome “se” ocorre em uma sentença na voz passiva sintética, ele é chamado de partícula apassivadora ou pronome apassivador. Essas construções ocorrem apenas com dois tipos de verbo:
Verbo transitivo direto
- Alugam-se apartamentos no centro.
- Vende-se este carro em bom estado.
Verbo transitivo direto e indireto
- Concederam-se bolsas aos pesquisadores.
- Deu-se preferência a quem chegou primeiro.
Quando o pronome “se” é partícula apassivadora, ele concorda com o sujeito paciente.
Exemplo:
Aluga-se casas.- Alugam-se casas.
Nas construções em que o pronome “se” é partícula apassivadora, o sujeito não é indeterminado.
Qual é a diferença entre sujeito oculto e indeterminado?
O sujeito indeterminado não está expresso na sentença e não pode ser identificado.
Já o sujeito oculto, embora também não esteja expresso na sentença, pode ser identificado.
Há duas formas de identificar um sujeito oculto:
- Pelo contexto (sentenças anteriores)
- Pela desinência verbal
- Disseram coisas positivas sobre você.
- Encontrei Pedro e Lucas ontem. Disseram coisas positivas sobre você.
No primeiro exemplo, o verbo está flexionado na 3a pessoa do plural e o sujeito não pode ser depreendido do contexto. Portanto, o sujeito é indeterminado.
No segundo exemplo, entretanto, ainda que o sujeito da segunda sentença não esteja expresso, ele pode ser recuperado no contexto (“Pedro e Lucas”). Nesta sentença, portanto, o sujeito é oculto.
- Acordei tarde hoje.
O sujeito de “acordar” não está expresso. Entretanto, pode ser depreendido pela desinência do verbo (-ei), que está flexionado na primeira pessoa do singular. É um caso, portanto, de sujeito oculto (“eu”).
Sujeito indeterminado | Exercícios
Perguntas frequentes sobre sujeito indeterminado
- Quais são algumas frases com sujeito indeterminado?
-
Estas são algumas frases com sujeito indeterminado:
- Trabalha-se de segunda a sexta nesta empresa.
- Trata-se de uma boa pessoa.
- Falaram que está chovendo.
- Atropelaram alguém na avenida principal.
- É permitido entrar com animais.
- Assistir à TV à noite atrapalha o sono.
Para ter certeza de que a sua frase com sujeito indeterminado está escrita corretamente, use o corretor de texto gratuito do QuillBot.
- Quando o “se” indica um sujeito indeterminado?
-
O pronome “se” indica que a frase possui um sujeito indeterminado quando ocorre nas seguintes construções:
Com verbo intransitivo
- Morria-se muito cedo na Idade Antiga.
- Nesta família, acredita-se no diálogo.
Com verbo de ligação
- É-se mais criativo quando criança.
Nesses casos, o pronome “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito.
Nas construções com índice de indeterminação do sujeito, o verbo não concorda com o sujeito e está sempre flexionado na 3a pessoa do singular.
Exemplo:
- Precisa-se de novos professores.
Acertar a concordância nas frases com o pronome “se” pode ser desafiador. O corretor de texto do QuillBot pode resolver esse problema para você.
- Qual é a diferença entre pronome apassivador e partícula apassivadora?
-
Pronome apassivador e partícula apassivadora são sinônimos. Ambos correspondem ao uso do “se” para formação da voz passiva.
Alguns exemplos de frases com pronome apassivador/partícula apassivadora são:
- Vendem-se casas na praia. (Casas são vendidas na praia.)
- Publicaram-se novos artigos científicos. (Novos artigos científicos foram publicados.)
- Recolhem-se assinaturas para o abaixo-assinado. (Assinaturas são recolhidas.)
- Aceitam-se encomendas para festas. (Encomendas são aceitas.)
Se você quiser saber mais sobre o funcionamento da gramática, como a diferença entre os termos pronome apassivador e partícula apassivadora, você pode tirar dúvidas com o Chat IA do QuillBot.
- Como descobrir a diferença entre pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito?
-
Quando o verbo concorda com o sujeito paciente, então trata-se de pronome apassivador.
Sujeito paciente é o sujeito que sofre a ação do verbo, não executa.
- Alugam-se apartamentos mobiliados.
O verbo “alugam” concorda com “apartamentos”, que é o sujeito paciente da ação, pois sofre a ação do verbo.
Quando o verbo está na 3ª pessoa do singular e não é possível identificar o sujeito, o “se” é índice de indeterminação do sujeito.
- Precisa-se de funcionários.
“Precisa” está na 3ª pessoa do singular, não concorda com “funcionários” e “funcionários” não sofre a ação do verbo.
Também não se sabe quem precisa de funcionários, ou seja, o sujeito é indeterminado.
Se você quiser saber mais sobre o funcionamento da gramática, como o uso do pronome apassivador e do índice de indeterminação do sujeito, você pode tirar dúvidas com o Chat IA do QuillBot.
Fontes deste artigo
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Este artigo do QuillBotMiliorini, R. (7 de janeiro de 2026). Sujeito indeterminado | O que é e exemplos. Quillbot. Acessado e 17 de fevereiro de 2026, em https://quillbot.thesisseotools.com/pt/blog/sintaxe/sujeito-indeterminado/
CEGALLA, D. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.
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AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3 ed. São Paulo: Publifolha, 2010.
Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.